Os textos e poesias que aqui se encontram, assinados por mim (Simone Tavares), possuem direitos autorais.Os textos, vídeos e imagens de outros autores, são meramente ilustrativos
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"Diário de um deprimido"

Este blog representará para mim, uma ferramenta, como uma das maneiras de sobreviver neste mundo cão, onde ninguém é de ninguém, respeito é coisa rara e consideração é não lhe tirar o ar que respira por simplesmente não o poder! Um mundo onde os hipócritas ditam as regras e os sinceros e honestos são ridicularizados, onde falar o que se pensa ou sente, é demonstração de fraqueza e amar é uma atitude arcaica, uma caretice...onde confiar é ser idiota e se expressar...uma grande perda de tempo!

Simone Tavares.




terça-feira, 21 de junho de 2011

Quando estávamos juntos....



Quando estávamos juntos....

Eu estava parindo e não seguraste minha mão...

Estava brindando e não levantaste tua taça...

Pedi silêncio, aumentaste o som...

Estava sangrando e não me pretaste socorro...

Nosso filho nasceu...
Não me ajudaste a escolher seu nome...

Minhas alegrias chegaram...
Não compartilhaste comigo a felicidade...

Me entristeci...
Não soubeste ser paciente...

Me feri...
E não se comoveu...

Corri risco de vida...
Me esvaindo em hemorragia...
Não soubeste sequer ser solidário...
Me negando até mesmo o consolo...
De tê-lo como simples doador.




Simone Tavares

Meu silêncio



No meio de toda esta zueira...
Neste mar de interrupções...

Eu queria tanto o silêncio...

Ahhhh...
O doce e insurdível silêncio....

O silêncio das almas caminhando pelos cômodos...
Tão incômodas e silenciosas como os pensamentos e o vento na janela...
Que não são capazes de interromper minhas ações...
Mesmo quando atuam sobre minhas reflexões...



Agindo direta e indiretamente como obstáculos ou pontes, inerentes a mim,e somente a mim...


Aos quais, eu garanto...
Não incomodariam  ninguém...


Se ao menos fizessem silêncio.



Simone Tavares.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Por quê?



Por que será que os desejos mais simples...
São sempre os mais difíceis e até impossíveis de serem atendidos?

Por que é mais fácil para alguns...
Criar um clima de ostentação ao nos presentear com um objeto caro de alta tecnologia...

Do que enxergar o valor...
De uma simples flor?


Simone.

A você...meu silêncio.


Não há mais nada a falar, que eu já não tenha falado...

Não há nada a explicar, que já não tenha explicado...

Não há mais nada a pedir...
que eu já não tenha exaustiva e humilhantemente implorado!

Simone Tavares.

Boneca de pano


Bonequinha de pano em farrapos...



Preenchida de migalhas de pão e macela...
De retalho em retalho foi tomando forma...
Invadida por traças...

Destroçada...
Devorada pelos corvos...
Sangrando farelos...
Sentindo de novo as fisgadas da agulha a lhe remendar...

Jogada num canto...
Até que alguém queira contigo brincar...

Sente outra vez...
O contato de mãos sem tato...
Sem cuidado...
Sem zelo...

Coraçãozinho de romã...
Se partindo em sementes infrutíferas...
O som das gralhas penetrando insistente...
Em seu sistema nervoso ausente.


Bonequinha de pano que chora...
Fazendo o cheiro do campo exalar por seus trapos...
Trazendo no inconsciente...
A lembrança dos tempos em que já fora inteira...


Uma colcha...
Um lençol...
Ou cortina...
Nada muito significante...
Mas inteira!
Imaculada...
Autêntica!

Bem diferente do que é hoje...
Essa bonequinha  sem identidade...
Remendada e imortalizada...
Bonequinha de pano em farrapos!


Simone Tavares.

Meu momento.


Não pretendo criar problema a ninguém...
Apenas me manter afastada por um tempo...

Não é por mal...
Apenas meu jeito.

Que peço à Deus...
Seja respeitado!

Simone Tavares.

Chuveiro.


O copo se secando...
A alegria se esvaindo...

Dirige-se ao banheiro...
Abre o chuveiro...

A água do banho...
Leva embora seus delírios...
Lhe transporta a realidade...
Lhe transborda em tristeza...
Fortalece sua dor.


Como se removida fôra...
Sua casca protetora.


..................................................

Por isso o deprimido...depressivo...
Evita banho e asseio...

Pois diante da água corrente...
Tudo lhe vem à tona!

O choque da descarga elétrica conduzida pela água...
Percorre por todo corpo...
Atingindo a alma em cheio.

Suas dúvidas se animam...
Suas certezas o enlouquecem...
Suas lembranças e insatisfações se descortinam...
O cérebro se agita e o coração aperta...

A limpeza corporal...
Torna mais nítida a dor e mácula moral...
Tornando um simples ato...
Numa atitude desumana para consigo mesmo...
Por lhe arrebatar da afasia e esquecimento...
Obrigando-o a encarar, mesmo que por alguns minutos...
A realidade que o cerca...
De um cotidiano de hábitos, vícios e costumes...
Que gostaria de não participar e poder negar infindávelmente.
......................................................

Concluído o gesto que "deveria" ter-lhe renovado positivamente ...

Fecha então o chuveiro...
Secando a água salgada que se misturou em suas faces.

Por alguns instantes mantém-se a olhar o ralo...
Por onde se escoam suas poucas ilusões e fantasias.

Tomando em mãos a toalha...
Tenta em vão se livrar do desespero.

Após tentar desembaçá-lo...
Mira-se no espelho...
Baixando os olhos com vergonha de sua vermelhidão e inchaço...
Corando diante de sua fraqueza.

Respira fundo e prepara-se para voltar a fingir!

A custo...abre a porta e sai de fininho...
Pedindo à Deus consiga apenas uns minutos a sós para se recompôr.


Simone Tavares.





Meu sonho de amor.


Meu sonho de amor...
Que se desfaz como se em névoa eu tocasse...

Que escoa como uma represa rompida...

Que despenca do céu, me afogando em sofrimento.

Como um fantasma ao lado de um túmulo incógnito, em cemitério vazio...

Do qual me despeço ao soltar as alças do caixão...

Fazendo uma prece...
Rezando pra te esquecer.

Oração que não é atendida...
Pois a memória é teimosa...
E a paz não se faz merecida.


Simone Tavares.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Perda


Enquanto um espírito repousa...
Se dissipa...
Se desprende...



Em outro canto...
Um coração sofre...


No silêncio...
O grito de uma alma em agonia...
A dor da perda expressada apenas em gestos...



Nada mais havia a se dizer...
Tudo já se fazia concretizado...



E chorar....
Era a única atitude digna a se ter naquele momento!



Simone Tavares.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Lixo


Crescendo sendo tratado feito lixo...
Fadado estava a agir como tal.

Eis que um dia exalará odor fétido sob as camas daqueles que o fizeram sentir assim...

Tal será seu costume de se aproximar e revirar os latões que durante a vida encontrar...

Que um dia tombará as caçambas alheias...
Expondo ao mundo seu conteúdo vergonhoso...
Os segredos agridoces daqueles que perante ele sempre posaram de perfeitos.

Seu olfato aguçado à semelhança atrativa daquilo que lhe passa a ser familiar...
O fará farejar e reconhecer o cheiro acre onde quer que o encontrar.


Abrindo armários...
Cavando quintais...
Descobrindo e desenterrando cadáveres e esqueletos, a muito guardados e escondidos.
Denunciando crimes...
Apontando culpados!

Trazendo à tona os defeitos e responsabilidades daqueles que tão substancialmente participaram de sua transformação...
De saudável caminhante a um errante em decomposição!



Simone Tavares.

Fantasmas



Uma legião de fantasmas acaba de me invadir...
Tomam-me o corpo e tornam o peso insuportável!

Mais uma vez...o simples ato de me levantar da cama, exigi de mim uma força herculiana.

O choro sufocado na garganta...
está prestes a eclodir!

Tenho que ficar atenta, para não explodir em rompantes!

Os espectadores, parece que em todo canto tem sempre um, me olham...
E não entendem nada.
Afinal...
Eu agora a pouco estava bem!

Me indagam o por que daquilo...
Quisera eu poder responder!
Não somente poder explicar...
Queria poder resolver e disso me livrar.
Quisera eu...
Que para isso houvesse um antídoto, ao qual pudesse injetar em mim mesma aos primeiros sintomas e desconfortos...
Como os diabéticos, que têm a seu lado as ampôlas de insulina.

Uns dizem que é falta de fé...
Decidem orar por mim, e me aconselham a procurar uma igreja.
Outros gritam que é preguiça e comodismo.
Tem até quem me ache louca, ou simplesmente ingrata para com a vida.

Como posso a eles fazer entender que são os fantasmas?!

Simplesmente...
Os fantasmas!

Fantasmas que me assombram dia e noite...
Em sonho ou vigília.

Que os culpados são os leões de minha alma...

Que vivem dentro e fora de mim...
Que vivem ao meu redor, dividem comigo a mesa, repartindo a refeição e multiplicando angústias e tristezas; fortalecendo ilusões e somando mágoas infindávelmente.
 
Bestas que contenho a muito custo e empenho, mas somente por algum tempo, munida apenas de chicote e cadeira.

 
Leões, que toda vez que me distraio, com a balbúrdia da excitação causada por frívolos truques de mágica cotidiana feitas de aplausos, risos ou gritos de discórdia e destempero, deste circo de lona mal conservada onde me encontro, e baixo a guarda por um momento...
De maneira matreira e agressiva, me atacam, derrubam e trucidam.

Deixando-me feridas e buracos na carne...
Por onde não tardam a invadir-me os fantasmas!

Parece que penetram minha pele, no momento em que estou caída no picadeiro...
Deitada sobre um forro de serragem misturada a sangue.
Ou talvez me entrem nas veias durante o socorro e transfusão, provocando uma instantânea infecção!
Me anuviam os olhos...
Confusa fica a cabeça...
Meus órgãos vitais são os próximos a serem atacados.

Permaneço na cama...
Por horas que parecem dias...
Por dias que parecem noites.
Onde me são ministradas doses de piedade e incompreensão...
Que me descem extremamente amargas pela garganta!

Na penumbra captada pelo canto do olho no corpo estático...
Através dos olhos propositadamente vendados...
Vejo-os se afastando um pouco e aos poucos...
Agachando-se a espreita de uma nova oportunidade.
Encolhidos a um canto esconderijo...
Papeando sentados...
Nas alcovas escuras de minhas amarguras! 



Simone Tavares.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Será que tanto faz?!?!?!..........



Para morrer, basta estar vivo...
Basta estar vivo para morrer!

Para estar vivo, basta morrer...
Basta morrer para estar vivo!

Vivo na lembrança...
Nos sonhos e pesadelos daqueles que deixamos para trás...

Na memória da saudade...
Ou no alívio da ausência!


É preciso decidir...



Antes que tudo se acabe...e nos tornemos como a areia da calçada...varridos para rua...e levados pela chuva!


Simone Tavares.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Liberdade

 Outro dia ouvi na TV algo que me fez rir muito, pela ironia com toque de humor negro:
 
"A liberdade é uma corda e Deus quer que você se enforque com ela."



Autor desconhecido.

Paranóia



Nóia...
Pode ter sido nóia...
Mas pra estar noiada algum motivo teria.

Ataquei sem pensar...
Mas foi necessário sentir...

Senti raiva...
Senti pena...
Senti remorso.

O pote se encheu e não pude conter a enxurrada!

Me arrependi...
Fiz com que se arrependesse.

Gritei e você chorou!

Respeito é bom e eu gosto...
A droga é conquistá-lo...
Merecê-lo...
Mantê-lo.

Cristal delicado...
Que por qualquer coisa se quebra.

No placar, um empate...
No tatame, dois corpos arfantes...
No espelho quatro olhos úmidos e vermelhos...
E não me refiro a mim usando óculos...
Não...
Não era eu de óculos engraçadinho...
Éramos eu e minha vítima...
Minha presa...
Meu algoz...
Carcereiro e carrasco.

Na verdade erámos quatro...
Cada um de nós devidamente acompanhado...
Cada qual de seu orgulho ridículo e idiota!



Simone Tavares.

terça-feira, 31 de maio de 2011

AS NOSSAS NECESSIDADES E OS NOSSOS DESEJOS

"Um músico deve compor,
um artista deve pintar,
um poeta deve escrever,
caso pretendam deixar seu coração em paz.
O que um homem pode ser, ele deve ser.
A essa necessidade podemos dar o nome de
auto-realização."
Abraham Harold Maslow (1908 - 1970)




Maslow construiu uma teoria na qual as necessidades humanas podem ser hierarquizadas, mostrando inclusive, com essa hierarquia, no que somos diferentes dos animais, que não teriam uma hierarquia com tantos níveis como nós, os humanos.
Segundo a Teoria de Maslow, as necessidades humanas podem ser agrupadas em cinco níveis:
1. Necessidades fisiológicas
Estas são as necessidades mais básicas, mais físicas (água, comida, ar, sexo, etc.). Quando não temos estas necessidades satisfeitas ficamos mal, com desconforto, irritação, medo, doentes. Estes sentimentos e emoções nos conduzem à ação na tentativa de diminuí-las ou aliviá-las rapidamente para estabelecer o nosso equilíbrio interno. Uma vez satisfeitas estas necessidades nós abandonamos estas preocupações e passamos a nos preocupar com outras coisas.

2. Necessidades de segurança
No mundo conturbado em que vivemos procuramos fugir dos perigos, buscamos por abrigo, segurança, proteção, estabilidade e continuidade. A busca da religião, de uma crença deve ser colocada neste nível da hierarquia.

3. Necessidades sociais
O ser humano precisa amar e pertencer. O ser humano tem a necessidade de ser amado, querido por outros, de ser aceito por outros. Nós queremos nos sentir necessários a outras pessoas ou grupos de pessoas. Esse agrupamento de pessoas pode ser a antiga tribo, ou a tribo (grupo) atual, no seu local de trabalho, na sua igreja, na sua família, no seu clube ou na sua torcida. Todos estes agrupamentos fazem com que tenhamos a sensação de pertencer a um grupo, ou a uma "tribo". Política, religião e torcida são as tribos modernas.

4. Necessidades de "status" ou de estima
O ser humano busca ser competente, alcançar objetivos, obter aprovação e ganhar reconhecimento. Há dois tipos de estima: a auto-estima e a hetero-estima. A auto-estima é derivada da proficiência e competência em ser a pessoa que se é, é gostar de si, é acreditar em si e dar valor a si próprio. Já a hetero-estima é o reconhecimento e a atenção que se recebe das outras pessoas.

5. Necessidade de auto-realização
O ser humano busca a sua realização como pessoa, a demonstração prática da realização permitida e alavancada pelo seu potencial único. O ser humano pode buscar conhecimento, experiências estéticas e metafísicas, ou mesmo a busca de Deus. 



Abaixo apresentamos a representação gráfica da Hierarquia das necessidades de Maslow:


Uma pergunta resta sem resposta:
Acima das necessidades de auto-realização há ainda as necessidades espirituais?
Podemos ainda afirmar dentro da teoria de Maslow que:
a. As necessidades fisiológicas, as necessidades de segurança e algumas das necessidades sociais são fatores de desmotivação. A Teoria de Maslow diz que a satisfação destas necessidades é básica; já a ausência da satisfação destas necessidades não motiva ninguém, pelo contrário, desmotiva.

b. As necessidades sociais, as necessidades de "status" e de estima e as necessidades de auto-realização são fortes fatores motivacionais, ou seja, na ausência dessas necessidades satisfeitas as pessoas batalham para tê-las satisfeitas, motiva as pessoas a alcançar a satisfação destas necessidades.
As necessidades básicas, as listadas no item "a", são chamadas de fatores higiênicos, já as listadas no item "b" de fatores motivacionais.
Este conjunto hierárquico de necessidades é também conhecido pelo nome de pirâmide de Maslow, ou ainda pirâmide das necessidades de Maslow, sendo essa pirâmide dividida em 5 partes, paralelamente à sua base. A necessidade fisiológica fica localizada na base e a necessidade de auto-realização no cume desta pirâmide.
Um detalhe muito importante da Teoria de Maslow é que ela diz que a pessoa tem que ter a sua necessidade do nível inferior satisfeita, ou quase integralmente satisfeita, para sentir a necessidade do nível superior. Ou seja: a pessoa que não tem suas necessidades de segurança satisfeitas não sente ainda necessidades sociais. E assim por diante.
Nas palavras do próprio Maslow:
"... à medida que os aspectos básicos que formam a qualidade de vida são preenchidos, podem deslocar seu desejo para aspirações cada vez mais elevadas."
Uma conseqüência desse fato, para a administração de pessoas, é que uma pessoa com necessidades prementes de segurança, por exemplo, não é motivada pela possibilidade de satisfação de suas necessidades de "status" ou estima.




Trecho de texto postado por Carlos Alberto de Faria.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Eremita



Antes ser um sonhador, que um causador de pesadelos....

Antes ser um hipócrita sonhador, que um genuíno causador de pesadelos...

Antes ser improducente, que um grande empreendedor de maudades...

Antes prisioneiro que carrasco...

Antes ser um elemental, que uma realidade bestial...

Antes surdo, que ouvir bobagens e aprender besteiras...

Antes cego que um bisbilhoteiro...

Antes mudo que maledicente...

Antes só que em meio a uma multidão desumana!


Simone Tavares.


"Não tema crescer lentamente. Saiba que tudo tem seu tempo na roda da vida. Tema apenas ficar parado."

(Provérbio chinês)

Impulso


Me vem como impulso frenético e irresistível...
Uma fascinação...
Um êxtase...
Um transe...

Palavras que bailam na mente...

Como estando numa pista de dança de braços cruzados, tentando não me envolver...
Quando aproxima-se alguém...de mãos estendidas...insistentes...
Me arrastando para o núcleo da nave...
Me obrigando a participar...me abraçando...me envolvendo...
Em meus ouvidos bradando para eu registrar o que sinto...o que vejo...noto, anoto e percebo...
Dentro do que vai aqui dentro...dentro do peito...nas entranhas de meus sentimentos e percepções aguçadas e ao mesmo tempo...
Tão distraídas...

Registrar o que me salta aos olhos...
O que está documentado na história natural do homem em desenvolvimento e em crise...
E acima de tudo, as viagens de minha
"imaginação"...
Loucas viagens...
Viagens sem rumo...
Sem destino...
Cheias de paradas...
E repletas de recomeço...
Viagens sem meio e sem fim...
Arrastando bagagem pesada...
Jogando-a ao chão de quando em quando...
Me arriscando como pássaro novo que ainda não sabe voar e mesmo assim se precipita ao abismo...
Rastejando como réptil pré-histórico, de escamas densas e difíceis de transportar...carapaça dura...endurecida...que vez por outra abandona...
Pondo-se ...vulnerável...sensível...compassivo...
terno e humano...
A mercê de todo tipo de sentimento e sofrimento...Desprotegido como uma criança mal chegada ao mundo...
Descrente como um velho ancião decepcionado e amargurado...
Dócil como ovelha recém nascida...
Áspero como um velho lobo esfomeado...
Antagonista...traidor de si mesmo!

Alguém que odeia o mundo...
Odeia a vida...
E ao mesmo tempo...
Anseia por viver!

Viver um mundo justo...
Viver sentimentos verdadeiros...
Dentro de uma reciprocidade conjunta, que seja dominada por boas ações e verdadeira solidariedade e respeito.

Um mundo onde, "com licença, obrigado e por favor"...coroem as cabeças dos injustos e causadores de mágoas e problemas, evitando as tantas margens de conflitos e mal entendidos que permeiam o convívio social...harmonizando a paisagem...o meio como um todo.

Um mundo onde uns não tenham que servir e sujeitar-se a todo o tempo, sem sequer o reconhecimento que se faz por meio da gratidão...do respeito...da educação...e da cortesia...
Órfãos da lembrança de suas boas ações...injustiçados, humilhados e sem nenhum direito a participação nas alegrias que tornam possíveis àqueles que gozam de seu amor,trabalho e dedicação...onde o conceito de "família" é utilizado para a manipulação do cabresto emocional, sendo reduzida esta palavra: "família", a mero termo enganoso e corporativista, até mesmo e "principalmente", onde esta deveria se aplicar como termo literal, ou seja, dentro de sua própria casa, junto a amigos, em meio aos seus.

Um mundo onde a mulher não sofra preconceitos...o homem não seja explorado...e a criança não seja abandonada ou maltratada.

Só que, o mundo de meus desejos...de nossos desejos...mostra-se no entanto, ainda,apenas como fruto de uma imaginação utópica, tola e infantil...de filósofos imaturos...de poetas amadores.

E assim sendo...

É nesta pista que eu me recuso a dançar...
É desta quadrilha que me abstenho de participar...
É esta música que tento fingir não ouvir...
São nestes fatos que gostaria de não pensar nem mencionar...
São estes sentimentos que adoraria não
registrar.

Mas aí...

Vem o impulso...frenético e irresistível...
Uma fascinação...
Um êxtase...
Um transe...

Palavras que bailam na mente...

Como estando numa pista de dança de braços cruzados, tentando não me envolver...
Quando aproxima-se alguém...de mãos estendidas...insistentes...
Me arrastando para o núcleo da nave...
Me obrigando a participar...me abraçando...me envolvendo...
Em meus ouvidos bradando para eu registrar o que sinto...o que vejo...noto, anoto e percebo...
Dentro do que vai aqui dentro...dentro do peito...nas entranhas de meus sentimentos e percepções aguçadas e ao mesmo tempo...
Tão distraídas...

Simone Tavares.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Eu quero...



Ficar bêbada..dormir na
calçada...esquecer que o mundo
existe...não ter responsabilidade sobre
nada,nem ninguém...

Não ouvir minhas próprias palavras, que de nada adiantam diante de ouvidos cegos.

Quero acordar ao meio dia...
Dormir a meia noite...
E não ver o tempo passar!

Não assistir ao reporter...
Não lavar a louça...
E não saber o que é que há!

Quero que o mundo se exploda...
Pra que no dia seguinte não seja obrigada
a me levantar...

Quero cometer matricídio...
"Filhocídio"...
Suicídio...
Lavar a alma...
E descansar!

Quero o sabor da vingança...
Do arrependimento...
E do recomeçar!

Quero minha alma afogar...
Meus desejos saciar...
E voltar a poder me doar!


                               Simone Tavares .

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Obsessão


Sentir...
Sentir para quê?!







As emoções se transformando em um festival de ondas magnéticas de puro caos a minha volta...?!
Até mesmo as mais belas e ternas dão margem a que tudo se transmute em coisa hedionda de decepção seguida de ira...de cólera descontrolada.







Um universo de emanações carregadas de densa nuvem de arrependimento, dor, pranto e vergonha.




 

Na apatia patética de ser derrotado, repousa a promessa de alguns dias de sossego...

O não sentir...
O nada absoluto!


Mas aí vem o rio...
O rio cruel e inestinguível daquilo que se vai deixando para traz e se transforma em roda-moinho nas profundezas de aparente água calma...

Vão crescendo de novo os desassossegos...o assombro...os anseios e arrependimentos.

No silêncio que precede a tempestade...
Outra vez vão se formando sombras de coisas que não se podem ser evitadas...
Os gritos de atitudes que devem ou deviam serem tomadas a tempo e horas perdidas num passado distante que uns dizem ainda ser possível recuperar...outros bradam já não poderem ser restituídos

A mente...na figura "calma",  faz por se "aquietar" e se deixar ficar em corpo estático...

A alma...revira-se em tentativas vãs de manifestar-se em sua plenitude e beleza...

Amigos observam tristes por nada poderem fazer...

Inimigos...fazem festa ao redor do leito...embora um pouco contrariados, por não poderem se utilizar daquele que em seus momentos de glória e vigor ilusórios, lhes serve de condutor a prazeres e atitudes que por mais que comprometam o primeiro, lhes proporciona vicissitudes das quais não mais podem aproveitar sem serem conduzidos...e que por mais sórdidos que possam ser, também os amigos sabem se valer para lhe dar certo rumo...que acaba justamente sendo o motivo para o qual aqueles que antes incitavam a "alegria" e "disposição" naquele corpo, passem a tornar em angústias, desencontros, tormentos, indisposições e doenças..pois para eles, não lhes interessam a edificação por meio de todo aquele ânimo que alimentavam...o "rumo",  leva à paz, ao convívio tranquilo e ao relacionamento duradouro e fiel, a diminuição dos vícios e noitadas...e principalmente: a felicidade que não pretendiam ao seu veículo odiado.

A iminente quebra do elo que diante de seus olhos se vai anunciando , faz com que se precipitem hábil e rapidamente em usar de todos os meios e aproveitarem-se de brechas para o desvio deste caminho...


Desprevenido e ignorante, o veículo dos bons e maus vai se tornando totalmente desgovernado e sem direção...até cair no abismo outra vez.

A alienação dos fatos e atitudes que havia praticado com olhos turvos, vão dando lugar a loucura trazida pela real noção de tudo que andou fazendo...analisando agora por olhos que vão se descortinando, não consegue suportar o aspecto grotesco de figuras e paisagens que chegara a ver como os mais belos...revolta-se consigo mesmo, desconta nos que estão ao seu redor, afasta-se de todos julgando-se fraco e indigno de boas venturanças...dispensa o amor e se deixa ficar em desânimo e apatia...

Estando o indivíduo, desatrelado de todas as oportunidades de crescimento e equilíbrio que o felicite, começam então os inimigos a lhes soprar mais uma vez, ares de vontade, força e segurança, para que este novamente possa lhes servir à toda sorte de desejos e necessidades, dos mais levianos, caprichosos, egoístas e desmoralizantes...e recomeça o ciclo!

  Simone Tavares
 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Últimas Notícias
    Publicada em 27/11/2008


Literatura


"Vencendo o passado", de Zibia Gasparetto, chega às livrarias
Novo romance de uma das autoras mais lidas no Brasil desperta a atenção para os relacionamentos familiares e para a necessidade de melhor observarmos as qualidades das pessoas






Vencendo o passado é o título do novo romance de Zibia Gasparetto, ditado pelo espírito Lucius, que chega às livrarias de todo o Brasil esse mês. A história tem como foco os relacionamentos familiares e a orientação de que é preciso perceber que a origem dos nossos problemas está em nossas próprias atitudes - passadas ou atuais - e em nossos pensamentos.


"Para vencer o passado, ou seja, ultrapassar as barreiras que dificultam nosso progresso, precisamos observar e compreender melhor as pessoas com as quais convivemos, olhando-as como seres humanos e espíritos independentes, despindo-as das suas funções que ocupam em nossas relações, como pai, mãe, marido, esposa, filho, amigos etc.", explica a autora.


Vencendo opassado, novo livro de Zibia Gasparetto




Sobre o Livro
O romance Vencendo o passado é ambientado em São Paulo (na cidade de Bebedouro e na Capital) e conta a história de Carolina e Sérgio, um jovem casal obrigado a enfrentar as imposições familiares no início do relacionamento. O engenheiro Augusto Cezar Monteiro trata os filhos -  Carolina e Adalberto - com extremo rigor, planejando a vida deles com base em seus próprios princípios e conceitos, sem considerar as suas vontades e opiniões.


Ernestina, esposa de Augusto e mãe dos dois jovens, embora não concorde com as atitudes do marido é incapaz de contestá-lo ou enfrentá-lo, não obtendo, assim, o respeito dos filhos. Os laços espirituais, que os uniu em uma mesma família, são revelados no decorrer da história, mostrando como a vida trabalha em favor do progresso de cada um.


"Os problemas mal resolvidos do passado influenciam o presente, impedindo nossa confiança no futuro, inibindo nossa ousadia, limitando nosso progresso. Entendendo nossos pontos fracos, que lhes deram origem, teremos como melhorar nossas atitudes e vencer as influências que nos prejudicam", orienta a autora.


Zibia Gasparetto explica que podemos "vencer" o passado quando deixarmos de culpar os outros pelos nossos infortúnios, compreendendo que cada um é responsável por sua própria vida e por tudo o que acontece para si. "Em vez de enxergar os erros dos outros e tentar mudar as pessoas, temos que mudar é a maneira de nos relacionarmos com elas, abrindo as portas para o diálogo e para a compreensão. Nós não temos o poder de mudar as pessoas, mas podemos mudar as nossas atitudes com relação a elas", ensina.


Vencendo o passado tem 400 páginas e traz o selo da editora Vida e Consciência. Esse é o 24° romance escrito por Zibia Gasparetto e ditado pelo espírito Lucius e o 33° título publicado pela autora, ao longo dos seus 50 anos de carreira. Praticamente todos os seus livros são best sellers e figuram na lista dos mais vendidos durante meses após o seu lançamento. Para a autora, o sucesso de suas publicações deve-se às mensagens contidas em cada história que permitem aos leitores a melhor compreensão da vida e das possibilidades que ela sempre nos oferece de crescimento espiritual.


Zibia Gasparetto, a autora


A família
Zibia Gasparetto explica que a espiritualidade está sempre ligada às nossas necessidades, auxiliando-nos na jornada terrena, principalmente por meio da intuição e de mensagens que nos façam refletir sobre as questões que afetam a nossa vida e a sociedade em geral.


Ao focar nas questões familiares, o romance Vencendo o passado busca provocar a reflexão sobre a necessidade do resgate da compreensão, do bom relacionamento, o que fará da família o ponto de apoio quando necessitamos de amparo para o enfrentamento de problemas ou para a superação de dificuldades.


"Nos últimos tempos a família anda muito abandonada, no sentido da falta de diálogo entre pais e filhos e vice-versa. Os pais trabalham, passam o dia fora e, quando chegam em casa, cansados, têm uma série de coisas para resolver, sem tempo para relaxar e relacionar-se com os filhos. Não há conversa sobre as necessidades internas de cada um. Não há mais cumplicidade. Os pais não expõem seus problemas aos filhos que, por sua vez, não contam sobre as suas angústias e sonhos para os pais", observa.


Para a autora, a família deve ser o nosso porto seguro. Para tanto, é importante que consigamos perceber a essência de cada um dos familiares que estão conosco nessa jornada, não por obra do acaso, mas para nos auxiliar a resolver as questões pendentes de outras encarnações e para nos enriquecer com novas experiências.


Por falar em família, Silvana Gasparetto, filha mais nova de Zibia estréia no mundo literário com o livro infantil A Fada Consciência, que também estará nas livrarias em dezembro.




segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

NADA É POR ACASO!



Quando chegar a hora,tudo nos será esclarecido...após os sofrimentos devidos...
Nossa "LIGHT" espiritual nos virá religar a luz de nossos caminhos...

Não se desespere,lembre-se apenas, que por mais lento que este serviço lhe pareça...
são apenas 48h para que tudo se reestabeleça...e que a LUZ se refaça finalmente!...
Após isto acontecer...
Apenas cuide-se para não mais no escuro mergulhar...
Não assuma dívidas que não pode pagar...e não dê ouvidos a ninguém cujas palavras e conselhos venham contra sua consciência e ao seu saber de seu próprio valor e lugar no mundo!
VALORIZE-SE SEMPRE!!!!!


Simone
PSICOLOGIA

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Psicologo Alexandre Xavier de Camargo - CRP 08/06073 - site http://alexandrecamargo.multiply.com  -  baixar arquivos desta sala no link  http://www.4shared.com/dir/15196737/4dc50145/Sala_Virtual_Depresso_Tratamento_e_Cura.htm
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